Se tem um desafio que lidamos desde cedo, é viver em nossa própria casa. Quando crianças, queremos liberdade para fazer tudo, e os pais nos controlam. Já adolescentes, há a liberdade limitada. Ao atingir a idade adulta, vem os conflitos, pois já temos – na maioria das vezes – as nossas personalidades formadas, em que os ideais já não batem continência para os nossos criadores. O egocentrismo da paternidade pode virar motivo de uma briga constante.
Os pais deveriam entender que colocar um filho no mundo, é literalmente isso, não colocar debaixo dos braços. Cada ser é um ser é dotado de individualidade, não meras cópias dos pais. A ideia de submeter os filhos ao que tem como certo e errado, é toler que cada um seja como é, e isso dá uma sensação de não pertencimento em si mesmo.
Na adolescência, nas costumeiras crises existenciais, é triste passar pelos conflitos internos juntamente com os externos, nos controlando para que não sejamos de tal forma para que os pais não desgostem. Os adolescentes já se cobram imensamente, e ainda tem essa pressão desnecessária a que são expostos desde cedo e nessa idade se acentua.
Gostos próprios, vontades, sonhos. Deixem seus filhos sonharem! Deixem que sejam o que sejam! Quem é feliz tendo que se limitar? O mundo é grande, a vida é curta ou não – depende do ideal de cada um e circunstâncias. Viva, não somente exista. De gente igual, clichê, o mundo está lotado. A individualidade de cada pessoa que torna o mundo lindo com toda a sua pluralidade. Não tem nada mais lindo que ser você mesmo.